Atividade 1.1 - Quem sou como professor e aprendiz?


ATIVIDADE 1.1 – QUEM SOU COMO PROFESSOR E APRENDIZ?

Álen Carla Reggiani Assis

Ser professor ou professora é algo que vai além da Graduação em uma Licenciatura. A identidade docente vai se construindo no exercício da profissão, especialmente na interação cotidiana com os educandos e no diálogo permanente com outros professores, ao mesmo tempo em que nossas experiências como alunos nos levam a reproduzir ou rejeitar algumas atitudes e práticas no exercício da docência.
Avaliando minha trajetória como professora, observo que desde o início sempre levei muito a sério a tarefa de educar, de contribuir para a formação humana dos meus educandos.  À medida que fui aperfeiçoando profissionalmente, percebi o quanto algumas atitudes são importantes na relação professor-aluno e no aprimoramento da prática pedagógica, como o diálogo, a atitude de escuta, dar voz aos educandos e educandas, estimular a curiosidade, a investigação, o trabalho cooperativo, a troca de experiências, a socialização de idéias e projetos, ter disposição para aprender todos os dias e rever práticas e posturas sempre que necessário.
Além disso, ao considerarmos as características da sociedade atual e as tecnologias da informação e da comunicação, faz-se necessário possibilitar aos educandos a compreensão da cultura do seu tempo, preparando-os para utilizar os novos sistemas culturais de representação do pensamento, o que implica  em  novas  formas  de  letramento  ou alfabetização    próprias  da  cibercultura, ao mesmo tempo em que desenvolvem um juízo crítico sobre esses sistemas e suas tecnologias. 
Também é necessário considerar que o acesso às informações não implica, necessariamente em ampliação da capacidade de produzir conhecimento. Um dos grandes desafios para o educador é ajudar os alunos a tornar a informação significativa, a escolher as informações verdadeiramente importantes entre tantas possibilidades, a compreendê-las de forma cada vez mais abrangente e profunda e a torná-las parte do seu referencial. Isso exige de nós educadores, uma postura aberta e flexível às novas demandas da sociedade tecnológica e uma postura permanente de aprendiz, que constrói sua competência profissional de forma coletiva, integrando outros educadores.
Concordo com Moran, que o importante, como educadores, é acreditarmos no potencial de aprendizagem pessoal, na capacidade de evoluir, de integrar sempre novas experiências e dimensões do cotidiano, ao mesmo tempo em que compreendemos e aceitamos nossos limites, nosso jeito de ser, nossa história pessoal.